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Segunda-feira, Julho 28, 2008
I HAVE A DREAM
Quando vejo, na televisão, a figura esquia e elegante de Obama, não consigo impedir que ressoem em minha memória as palavras do célebre discurso de Martin Luther King:
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Palavras. Sábias e belas palavras de um homem que, um dia, deu a vida pela causa da liberdade. Dificilmente, na História estadunidense, encontramos momento tão intenso de luta, de sinceridade, de bons propósitos.
Os Estados Unidos mudaram. A causa negra, hoje, atingiu patamares diferentes. Ainda que o racismo perdure em comunidades estanques e conservadoras, um negro tem conquistado mentes e corações do povo. Suas palavras são diferentes de Luther King, mas o sentido é o mesmo: fazer do seu País uma terra verdadeiramente livre. E mais do que livre, fraterna. Aquele tipo de fraternidade que nasceu na velha França e se espalhou, como idéia, pelo mundo todo. Mas cuja práxis o mundo todo tem ignorado solenemente desde a Revolução.
Então, eu penso: a tal fraternidade é tão utópica! Não bastaria outra idéia bem mais simples, bem mais concreta, como o respeito? Se nos dedicássemos a respeitar uns aos outros, se nos dedicássemos a respeitar as diferenças entre nós, as diferenças entre pessoas, entre crenças, entre culturas, entre nações... Já não teríamos um mundo um pouco melhor?
Liberdade, igualdade e... respeito!
Sonhar não é preciso, mas é o que nos resta.
Barack Obama, o negro culto, sagaz, orador capaz de empolgar duzentos milhões de alemães, poderá tornar-se o líder que o mundo espera?
E eu penso mais, lembrando Brecht: o mundo anda, há tempos, carente de líderes. De vozes que ecoem velhas verdades tão novas quanto a idéia de fraternidade embutida nas palavras de Luther King e, agora, de uma certa forma, reverberando nas palavras de Obama. Aquela fraternidade que se baseia no profundo respeito ao outro.
A esperança de um tempo em que o país mais poderoso do mundo não mais trucide todo um povo para matar um ditador chama-se Obama. Porque só um homem como ele pode dar consciência a esse povo que, até hoje, só olhou para o seu próprio umbigo branco, rico e profundamente preconceituoso com relação a todos os demais povos da terra.
Embora seja um negro de sólida formação a que só as elites brancas tinham acesso nos tempos de Luther King, Obama parece trazer em si não apenas o resultado das lutas ancestrais de seu povo, mas principalmente um conjunto de idéias novas, de que tanto necessitam os Estados Unidos da América. Eleito presidente, será, com certeza, um rosto mais ameno para os demais países do mundo, um rosto menos duro e menos arrogante.
Se será o líder que todos esperamos, só o tempo dirá. Mas que há no ar o toque dos sinos da renovação, disso temos plena certeza. E, principalmente, vêm da voz dos sinos que sopram pela voz de Obama alguns sinais de paz. Alguns sinais do velho e bom (mesmo que ingênuo, mesmo que utópico) pacifismo de líderes como Gandhi, Mandela e, claro, Luther King.
Eu também ainda tenho um sonho. Eu e todos os pacifistas da terra.
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 3:26 PM
Quinta-feira, Julho 10, 2008
QUANTO CUSTA?
Se a um delegado, o Daniel Dantas ofereceu mais de um milhão, quanto pagou ao Meritíssimo Presidente do STF? Quanto?
Ou essa conta já está paga desde os tempos das privatizações do Governo FHC, quando o Meritíssimo era o Advogado Geral da União?
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 3:15 PM
Quinta-feira, Julho 03, 2008
BEBUNS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS
No Brasil, é tradição: há leis que pegam e há leis que não pegam. A do cinto de segurança, por exemplo, pegou. E tem salvado milhares de vidas, por aí. Apesar de alguns argumentos estúpidos, no seu início, como, por exemplo, dizerem que a pessoa podia morrer afogada, por dificuldade de tirar o cinto de segurança, se o carro caísse num rio. Bobagem. Tanto, que a maioria absoluta dos motoristas brasileiros, hoje, usa o cinto de segurança.
Agora, a bola da vez é a tal lei seca. É restritiva? É, sim. É dura? Sem dúvida. Atinge direitos individuais? Claro. Afinal, o direito de encher a cara é sagrado, para milhões de brasileiros.
E aí entram as diferenças entre o bem coletivo e o direito individual.
Direito de beber até cair, de fumar até explodir, de se encher de cocaína até os tampos, isso parece ser o argumento por trás de muitos argumentos. Direito de ter lucro (e ponha lucro nisso!) com a venda de bebidas alcoólicas pelos comerciantes é outro argumento que está por trás da chiadeira de muitos donos de bares, restaurantes e assemelhados. E o sindicato dessa turma já prepara medidas judiciais que suspendam a lei. E, com certeza, encontrarão dezenas de juízes de plantão dispostos a conceder liminares à custa de alguns minutos de fama (e de alguns milhares de reais, claro).
Enquanto isso, a mídia se regala com prisões arbitrárias, com erros de interpretação e até com casos de gente que foi surpreendida pelo tal bafômetro porque usara desinfetante bucal à base de álcool ou porque comera um bombom de licor. Bobagem. Pura bobagem.
O pior são os tais especialistas em alguma coisa que a gente nunca sabe direito em que se especializaram. Também eles aparecem para os seus minutos de fama, nos telejornais. E com os argumentos mais estúpidos que se possam conceber.
Outro dia, um desses especialistas dizia com todas as letras que a tal lei é inconstitucional, porque o bêbado ao volante só poderia ser autuado, se estivesse dirigindo mal, cometendo alguma infração. Ou seja, é preciso esperar que o pudim de cachaça que está ao volante de uma viatura de várias toneladas de ferro e a potência de milhares de cavalos cometa alguma insanidade, como atropelar várias pessoas num ponto de ônibus, invadir um posto de gasolina ou se esborrachar num poste, para ser punido por estar embriagado.
E a lógica vai para o espaço.
Ora, discutir se a tal lei seca no trânsito é boa ou ruim é o mesmo que discutir se, numa sociedade que busque alcançar um mínimo de civilização, o bem individual está acima do bem coletivo. É claro que existem países em que isso não se discute.
Nos Estados Unidos, por exemplo, há um artigo absolutamente estúpido na Constituição deles que permite a qualquer cidadão possuir armas de fogo, sem dar a mínima para quem quer que seja. Ora, a tal Constituição deles foi redigida num tempo em que, primeiro, as armas de fogo não tinham o poder que hoje têm; segundo, as populações pioneiras precisavam defender-se do ambiente selvagem (e nesse ambiente incluíam-se animais e índios, sendo que índios e animais eram, na concepção dos pioneiros, a mesma coisa); terceiro... Deixemos pra lá, que os estadunidenses sabem muito bem as conseqüências de sua estupidez, quando algum moleque de segundo grau resolve matar alguns coleguinhas, por puro divertimento. É problema lá deles. Votemos à lei seca.
Então, se existe uma sociedade, o seu grau de civilização está no equilíbrio entre o direito individual e o bem público. Ninguém nega, hoje, neste momento em que vivemos, que encher a cara de cachaça seja um direito individual. Mas, sair por aí dirigindo um veículo de aço, em alta velocidade, com a possibilidade clara e evidente de que o indivíduo, sem os reflexos necessários para dominar essa máquina, possa atropelar, mutilar e matar pessoas não é, definitivamente, um direito de quem quer que seja.
Claro, ficou prejudicado o famoso happy hour, essa mania de adultos responsáveis de encher o caco toda sexta-feira após o horário de trabalho. Também as baladas de jovens pelas madrugadas de fim de semana ficaram sujeitas a penas duras, como a multa de quase mil reais. E prisão, com mais encrenca, como pagamento de fiança e processo criminal. E a suspensão da carta de habilitação, do direito de dirigir. Enfim, a coisa não ficou nada boa para os nossos boêmios e baladeiros. E todos chiam, claro. Jus sperniandi, com dizem velhos advogados.
Infelizmente, só não podem reclamar os pobres coitados que se encontram em vários cemitérios pelo Brasil afora, vítimas de nossos alegres e boêmios motoristas de carros particulares, de ônibus e caminhões, que povoam alegremente nossas ruas, avenidas e estradas, com suas máquinas de não sei quantas toneladas de aço, em alta velocidade, a matar gente indefesa, simplesmente porque pararam no botequim da esquina ou no restaurante da estrada para tomar sua sagrada cachacinha ou sua cervejinha gelada.
Os mortos não reclamam. A eles não é permitido discutir e opinar se a lei seca no trânsito vai ou não pegar. E os mutilados, coitados, quem quer ouvi-los, afinal?
E, agora, os nossos comerciais:
LUA QUEBRADA
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.
Autor: Isaias Edson Sidney
Publicação da Biblioteca24x7.
Só disponível pela Internet, no endereço abaixo (categoria: ERÓTICO).
http//www.biblioteca24x7.com.br
Ou no link:
http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br
Atenção! O Ministério da Verdade recomenda:
NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 2:34 PM
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