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Sexta-feira, Maio 30, 2008
A NOVA REFORMA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Há pessoas, aqui no Brasil, já preocupadas com sua feijoada, seu feijão tropeiro ou com o virado das segundas-feiras: com lingüiça (trema e pronúnica do u) ou com linguiça (sem trema e sem a pronúcia do u, como em enguia)?
Vamos pôr os pingos nos is: não é reforma, é unificação.
E não tem nada de grandes pressupostos lingüísticos (ainda com o famigerado trema). Trata-se apenas e tão somente de uma tímida (na minha opinião) tentativa de unificar a escrita dos países que falam português. E a finalidade é clara: no intercâmbio entre esses países, não precisar adaptar (e até jogar fora, por incorretos) milhões de livros didáticos, sim, principalmente didáticos, que são enviados, por exemplo, do Brasil para países da África, em programas de ajuda à escolarização e alfabetização.
Porque, literariamente, não há dificuldade alguma em se ler um autor moçambicano, como Mia Couto, em termos de ortografia. Mesmo que ele escreva incenctivar, sabemos do que se tracta, ou melhor, trata.
As diferenças estão no terreno do léxico, porque há regionalismos cujos significados nem sempre os dicionários registram. Mas isso ocorre também no Brasil: cada região tem os seus termos específicos e são todos bastante saborosos. E fazem a riqueza da língua.
O português de Portugal, aparentemente mais conhecido por nós, tem jóias lexicais que são motivo de boas risadas e piadas, como o famoso termo bicha, lá usado para fila. Ou o cacete, que lá é pão e, aqui, é cacete mesmo.
Entre nós, brasileiros, e os demais povos lusófonos, há diferenças no modo de falar que nenhuma orttografia é capaz de registrar, com pouquíssimas exceções. Porque têm origens muito mais profundas, relacionadas ao clima, à cultura, às influências de outras linguas etc. Nossa prosódia é muito mais lenta, mais seculo XVI, enquanto portugueses e africanos, principalmente, falam mais rápido, comem mais as silabas, são mais econômicos (ou económicos).
Não há muito, portanto, o que se comentar sobre a famigerada unificação gráfica da Língua Portuguesa. Não é boa nem ruim. Mesmo porque ficaram de fora dessa unificação grafias que traduzem a prosódia, como a pronúncia aberta ou fechada do o em palavras como a que fecha o parágrafo anterior. Sinal, aliás, de bom senso.
Então, é relaxar e tocar o bonde, já que ortografia é muito mais uma problema de convenção do que de preocupações lingüísticas (ainda com o trema, que desaparece, felizimente – uma perda de tempo ficar buscando os tais dois pontinhos no teclado do computador). Ainda mais que haverá um tempo de adaptação, bastante razoável. Nada de correria para cursos de atualização para profissionais e estudantes, que tudo virá no seu devido tempo. Tampouco vale a pena gastar muita tinta para reclamar, dicordar ou falar mal da tal reforma.
Porque, na verdade, é uma mudança muito chocha. Há muito tempo, já, que perdemos a oportunidade de uma reforma profunda na ortografia de nossa língua, eliminando dificuldades como o uso do s e do z; do x e do ch e tantas outras. Agora, não há mais possibilidade disso. E nem adianta reclamar dessas dificuldades. Embora não seja consolo, são poucas as línguas modernas que têm sistema ortográfico fácil, tipo escrever exatamente como se fala ou falar exatamente como se escreve. Talvez só o Esperanto, mas isso já é outra história.
Em tempo: não será por falta de trema, que vamos mudar a pronúncia das palavras. Lingüiça continuará sendo lingüiça, com ou sem trema. Não há, portanto, nenhuma ameaça a essa iguaria tão apreciada pelos brasileiros e indispensável numa boa feijoada, no feijão tropeiro ou no famoso virado das segundas-feiras. E com um boa pinguinha (que nunca teve trema), então...
E, agora, os nossos comerciais:
LUA QUEBRADA
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.
Autor: Isaias Edson Sidney
Publicação da Biblioteca24x7.
Só disponível pela Internet, no endereço abaixo (categoria: ERÓTICO).
http//www.biblioteca24x7.com.br
Ou no link:
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Atenção! O Ministério da Verdade recomenda:
NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 1:29 PM
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