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{Segunda-feira, Abril 07, 2008}


ELEIÇOES MUNICIPAIS


Ano de escolha de prefeitos e vereadores em mais de seis mil municípios.

Ou melhor, ano de corrida aos melhores empregos do País. Principalmente, nas cidades do interior, onde prefeitos e vereadores ganham salários estratosféricos para a realidade de suas cidades, pouco produzem de útil e ainda comandam orçamentos inflados pelo repasse de verbas constitucionalmente obrigatórias do Governo Federal.

Quanto menor a cidade, melhor o emprego desses nossos políticos. Governam quase sem nenhuma fiscalização, porque os Tribunais de Contas não dão conta de fiscalizar todas as contas desse bando de gente muitas vezes despreparada e, quase sempre, mal intencionada.

Saúde pública, educação, saneamento básico, transporte municipal e outros quesitos básicos para o povo são obrigação das administrações municipais. Porém, o que se vê, na maioria das pequenas cidades desse nosso interior, é um descalabro administrativo de proporções continentais. Dirigentes que enriquecem por meio de licitações fraudulentas são eleitos e reeleitos porque ainda há o voto de compadrio, o voto de cabresto, mantido por famílias oligárquicas que não admitem perder o pequeno, mas lucrativo, poder que é o comando de cidadezinhas perdidas e distanciadas de qualquer possibilidade de fiscalização.

Contam com o voto de eleitorado de cabresto e com a sorte, para não serem surpreendidos com a mão no dinheiro público. O sistema de controle do Tribunal de Contas da União utiliza sorteios para fiscalização desses municípios. Isso leva a que se encontre um índice elevado de irregularidades, porém os culpados raramente são punidos, porque ou há demora na fiscalização (os fatos geradores de ilícito já prescreveram) ou a Justiça (sempre ela!) é lenta o suficiente para que os ladrões escapem de qualquer punição.

Nos tempos antigos, governar pequenos municípios (e passar a mão no dinheiro do povo) consistia na construção de fontes luminosas. É só viajar pelo interior que a gente ainda vê vestígios dessa época. Agora, há mais de mil maneiras de iludir o povo com obras caras e inúteis, enquanto as necessidades básicas, como saneamento, educação e saúde, por exemplo, que não rendem votos, continuam solenemente desprezadas por nossos alcaides e ilustres vereadores.

Saneamento é enterrar votos (mais fácil é poluir os rios e córregos, despejando neles o esgoto da cidade). Saúde é comprar (ou ganhar) ambulância e mandar os doentes para a capital ou para a cidade-pólo mais próxima. E educação, para quê? Para o povo ficar mais esperto e escapar do cabresto?

Pois, é assim: eleição municipal não tem ideologia partidária, não. As alianças são feitas a partir de interesses muito específicos e, em geral, contra o povo. Que chia, mas vota sempre nos mesmos. E paga a conta depois.

Pobre, cada vez mais pobre e iludido por falsas promessas, é esse País que emerge das eleições municipais!



iesidney@uol.com.br


posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 12:46 PM


{Quarta-feira, Abril 02, 2008}


RIO DE JANEIRO, FEVEREIRO E... DENGUE



Para ser curto e grosso (bem grosso, aliás, porque eles merecem): por mais que a mídia trate com estardalhaço a epidemia de dengue no Rio de Janeiro, mas poupe o seu principal causador, não vou ser nem um pouco diplomata com ele e com seus apaniguados.

Essa epidemia tem nome e sobrenome: CÉSAR MAIA.

O diligente alcaide carioca que, na Bahia, pediu orações para os Orixás levarem para alto mar o mosquito da dengue, além de incompetente, é muito cara-de-pau. Sua administração, em todas as áreas, é um desastre total e absoluto. No âmbito da saúde pública, então, o caos há muito está instalado: hospitais sucateados, servidores mal pagos, combate às endemias sem qualquer incremento, enfim, o louquinho só sabe, mesmo, é varrer o Sambódromo em dia de carnaval, para obter votos de um eleitorado muito burro e irresponsável que existe na Cidade Maravilhosa, um eleitorado que adora um louquinho, um idiota que se presta a carnavalizar ou a zombar de qualquer coisa. Depois, é o que se vê: o povo paga a conta por esses atos de estupidez política que eles chamam de espírito carioca (lembram o Cacareco?)

Pois, é: nem o Cacareco faria pior governo que o César Maia que, lembremos bem, pertence àquele partidozinho golpista chamado ARENA, que virou PFL, e agora é DEMOCRATAS ou, como eles dizem, DEM!

O César Maia passa, como muita gente igual a ele ou pior do que ele já passou. O DEM e sua DEMgue também passam.



Com mosquito e tudo, o Rio de Janeiro continua lindo... pelo menos, nas novelas da Globo. E não será essa epidemia, com todas as suas conseqüências de tristezas e mortes estúpidas de crianças e inocentes, que vai destruir uma das mais belas cidades do mundo.



posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 4:48 PM

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