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Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
TSUMANI: LIÇÕES DE UMA TRAGÉDIA
Primeira, não há como evitar as catástrofes naturais: furacões, terremotos, chuvas, enchentes, etc. são parte do mundo em que vivemos. O homem deve viver em harmonia com a natureza e adaptar-se a ela, não o contrário.
Segunda, muitas dessas manifestações são previsíveis, em parte ou no todo, o que deve levar o homem a investir em sistemas de aviso e prevenção que permitam evacuar populações e evitar muitas mortes.
Terceira, a solidariedade internacional é inconteste, mas não suficiente porque, para muitas nações, se fosse para invadir, destruir, perseguir e jogar bombas em inimigos verdadeiros ou forjados, muitos bilhões de dólares apareceriam como num passe de mágica.
Quarta, que os homens rezem menos e obedeçam mais às leis da natureza.
Isaias Edson Sidney
iesidney@uol.com.br
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 11:45 AM
Sábado, Dezembro 18, 2004
NOTAS E OBSERVAÇÕES
1. CRÉDITOS
A pintura que ilustra o poema sobre o cristo no madeiro é do expressionista alemão EMIL NOLDE (1867 ¿ 1956).
2. SEQÜESTRO
Depois do assassínio, seja por que motivo for, é o seqüestro um dos mais terríveis atentados contra o ser humano. Privar alguém de liberdade e ameaçar de morte para receber dinheiro de parentes e amigos, desestrutura vidas e revela o lado mais frágil do homem. Não há salvaguardas contra a chantagem, não há remédio para o sofrimento. Até quando vamos tolerar que seqüestradores permaneçam impunes ou não tenham penas extremamente severas? Nossa sociedade é muito permissiva e complacente para com os crimes contra a vida. Sou radicalmente contra a pena de morte, mas acho que crimes contra a vida não podem, sob qualquer hipótese, ficar impunes e devem ter penas muito mais rigorosas.
3. REFORMA POLÍTICA
Assunto recorrente entre políticos, imprensa e demais interessados, como deviam ser todos os cidadãos, a reforma política encalha na falta de vergonha na cara de nossos representantes. Defendo um mandato de 6 anos para todos (de vereadores a presidente da república), com eleições simultâneas e mecanismos que impeçam que ninguém, mas ninguém mesmo, se candidate duas vezes seguidas ao mesmo cargo. Acabar com a maracutaia não vai, mas pode dificultar um pouco.
Isaias Edson Sidney
iesidney@uol.com.br
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 11:01 AM
Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
UM POEMA... DE NATAL....
O DEUS DO MADEIRO
Preso ao madeiro rústico,
o deus não chora
mas também não ri.
Não pode haver mais que a sisudez
nessa hora solene.
E o deus que sofre deve manter
a tez serena, os olhos firmes
e a boca apenas entreaberta
sem espanto e sem impropérios.
A hora é esta e sob o madeiro
soldados deviam atirar-se sobre os despojos
e jogar dados e soltar palavrões.
Mas não há nada disso.
No altar barroco, apenas seu corpo em sangue
implode a vista entre ouros e pratas.
E o deus, em seu ricto de dor, empresta
à catedral um ar soturno. Seus fiéis
vivem vidas em campos e cidades,
alheios aos olhos mendigos do deus do madeiro.
Ao deus, então, só resta
o olhar vazio dentro das órbitas mal desenhadas
e o doce desencanto de nada poder fazer
pela humanidade.
Isaias Edson Sidney
iesidney@uol.com.br
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 11:21 AM
Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
CONDESCENDÊNCIA
É trágico como somos condescendentes com certas instituições. A igreja católica romana tem um passado de sangue e intolerância. As cruzadas e a inquisição são, apenas, dois exemplos notórios de sua capacidade de pilhar, assassinar e submeter as pessoas às suas absurdidades. As demais religiões ocidentais, surgidas a partir do cisma de Lutero, não ficam nem um pouco para trás: são obscurantistas e, também, intolerantes. E já tiveram seus momentos de caça às bruxas, literalmente. As religiões orientais são o desastre que conhecemos: pregam e cultivam o ódio tanto quanto as suas correspondentes ocidentais. Todas elas reunidas só não partem para a exterminação total do oponente ou adversário, em guerras santas aos hereges, porque os tempos são um pouco outros: só lambem os beiços, pastores, aiatolás, padres e gurus de várias espécies, ao menor cheiro de sangue.
Agora, vem esse padreco caquético chamado Woitila a cagar regras em assunto no qual eles adoram meter a colher, sem nenhum prurido de ética: o Vaticano declara, do alto de sua estupidez, que AIDS é uma doença do espírito. Só se for de espírito de porco, que é o que acomete esse infeliz papa, cujo histórico de vida e de reinado está jogando a igreja de volta ao século XVI. Sob alguns atos de aparente bondade, escondem-se mazelas de mais dois mil anos. E fica todo mundo dando corda às palavras irresponsáveis desse desgraçado e patético papa.
Puxa! Como somos complacentes e irresponsáveis, também, ao repercutir palavras tão estúpidas!
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 11:29 AM
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